Workshop: “Alternativas Tecnológicas Sustentáveis Para Uma Matriz Diversificada De Transporte Coletivo Mais Limpo”

Data: 20 de setembro de 2016 (terça-feira)

Horário: 09h às 18h30

Local: Auditório A3 do Instituto de Geociência (IGC)

Endereço: Rua do Lago, 562 – Cidade Universitária

O Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo e o Research Centre for Gas Innovation promovem uma mesa de discussão com representantes do meio acadêmico, indústria e setor dos transportes, com o objetivo de difundir conceitos e mecanismos que possam contribuir para dar consistência ao programa de substituição de frota do Município de São Paulo.

Tem ainda o objetivo de discutir futuros programas de substituição de ônibus urbanos convencionais a diesel por alternativas mais limpas. Ao fim workshop, os mediadores farão um sumário das principais ideias debatidas com vistas à elaboração de um “white paper” reunindo as bases da matriz diversificada de tecnologias alternativas mais limpas para uma renovação gradual do transporte público no país. Esse documento será entregue às autoridades competentes, políticos e aos candidatos à prefeitura municipal nas eleições de 2016.

Estão entre os convidados a Secretaria de Transportes do Município de São Paulo; SPTrans; o Secretário do Verde e do Meio Ambiente; Ministério Público do Estado de São Paulo; ANTP ; SPUrbanuss; World Resources Institute; Instituto Saúde e Sustentabilidade; Greenpeace e outras entidades ambientalistas.

Programação

09:00 – Abertura – Prof. Edmilson Moutinho dos Santos / Vereador Gilberto Natalini

09:30 – Fortalecimento do marco regulatório dos programas de substituição de frotas de ônibus urbanos por alternativas mais limpas – Calculadora de emissões reduzidas na substituição de frotas por alternativas mais limpas – Olimpio Alvares – L’Avis Eco-Service/ANTP

10:00 – O Centro de Pesquisa Inovação e Difusão do Gás (RCGI): projetos na área de transporte e sustentabilidade desenvolvidos por pesquisadores da Universidade de São Paulo – Profa. Dominique Mouette, Dr. Rodrigo Galbieri, MsC. Thiago Brito

10:30 – 11:00 – Coffee break

11:00 – Chegou a hora dos ônibus elétricos em São Paulo – BYD – Adalberto Maluf

11:30 – Benefícios ambientais e climáticos e viabilidade técnica e econômica da adoção de trólebus e outras tecnologias de tração elétrica sobre pneus – Eletra e ABVE – Ieda Maria Oliveira

12:00 – Tecnologia de Zero Emissão de Fumaça em Ônibus Urbanos em Uso – Retrofit – Hug Engineering – ElringKlinger – Alain Muzart

12:30 – Mesa redonda com perguntas de moderadores

13:00 – 14:00 – Brunch Executivo

14:00 – Soluções Energéticas e Ambientais para o Transporte Público – Comgas – Sr. Ricardo Vallejo

14:30 – Potencial do biometano no Brasil e seu uso em ônibus urbanos – Abiogas – Karina Lassner

15:00 – Biodiesel no Brasil: histórico, aspectos socioambientais, capacidade produtiva e viabilidade técnica/econômica no transporte coletivo” – APROBIO – Julio Cesar Minelli

15:30 – 16:00 – Coffee break

16:00 – Alternativas Scania para Mobilidade Urbana Sustentável – Scania – Sergio Munhoz

16:30 – Eletromobilidade Inteligente – Volvo do Brasil – Ayrton Amaral

17:00 – Mesa redonda com perguntas de moderadores

17:30 – 18:30 – Cocktail de encerramento e conclusões – Dr. Silvio de Andrade Figueiredo

 

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Mobifilm na Virada

Idealizado pelos produtores Eduardo Abramovay e Leonardo Khedi para estimular um debate sobre a questão da violência no trânsito no país, o Festival Brasileiro de Filmes Sobre Mobilidade e Segurança Viária teve sua primeira edição em agosto e vem em um momento muito importante.

Segundo o DPVAT (seguro obrigatório responsável pela indenização das vítimas), no último ano 37 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito no Brasil. Outras 495 mil sofreram algum tipo de invalidez permanente, quando há perda irreversível de funcionalidade de membros do corpo.

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o acidente de trânsito é a maior causa de mortalidade por fatores externos no mundo, superando guerras ou suicídios. A OMS estima que eles causem a morte de 1,2 milhão de pessoas todo o ano. A previsão do órgão é que o número chegue a 2 milhões/ano até 2020. Por isso, a ONU decretou, em 2010, que o período entre 2011 e 2020 seria a “Década de ações para a segurança no trânsito”

As discussões sobre melhoria dos serviços de transportes e aumento da segurança viária são essenciais não apenas para os deslocamentos, mas acima de tudo para melhoria de qualidade de vida.

O Mobifilm –  fará parte da nossa Virada em sessão especial para nosso encerramento no dia 23.09 (sexta-feira). Saiba quais serão os filmes e venha discutir o futuro da mobilidade urbana!

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Programação 2016

Confira aqui a programação diária da Virada da Mobilidade 2016.

Para se inscrever, acesse o link da atividade de interesse.

17/Setembro, sábado:

  • Desafio Multimodal: duplas previamente selecionadas saem de 4 parques de São Paulo e precisam chegar ao Conjunto Nacional, obrigatoriamente fazendo uso de 3 modais diferentes de transporte.

19/Setembro, segunda-feira:

  • Repensando a Mobilidade Urbana: evento que abre a série de encontros da Virada 2016 e nos convida a refletir sobre as oportunidades de meios de transporte existentes e como melhor utilizá-los. Durante o evento, também será lançado o Guia de Mobilidade Corporativa, elaborado pela EY em parceria com o Mobilize.

20/Setembro, terça-feira:

  • Tecnologias a favor da mobilidade: venha conhecer as tendências, os desafios e oportunidades do transporte privado, as perspectivas e facilidades do transporte público, além de se informar sobre transporte ativo.

21/Setembro, quarta-feira:

  • Soluções de mobilidade mais inteligentes: saiba mais sobre a Gestão de Demanda de Viagens (GDV), mobilidade ativa nas empresas e suas oportunidades, e propostas de parcerias Público-Privadas em favor da mobilidade.

22/Setembro, quinta-feira

  • TeleCoffice na Virada: conheça ideias e conceitos que difundem a adoção da modalidade do TeleTraballho pelas corporações públicas e privadas. Durante o evento a SOBRATT fará o lançamento paulista da Cartilha do Teletrabalho.
  • Intervenção na Rua Joel Carlos Borges: ocupe o espaço público com a gente! Participe de aulas de zumba, meditação ao ar livre, ilha de tecnologia para baixar apps de Mobilidade, campo de provas de bike elétrica, food trucks, entre outras atividades. A Ford fará ainda a primeira apresentação pública do Fusion Híbrido.
    • Horário: 8h00 – 19h00
    • Inscrições: evento aberto

23/Setembro, sexta-feira:

TeleCoffice na Virada 2016

O TeleCoffice é um evento mensal realizado pela Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades – Sobratt idealizado com o intuito de difundir ideias e conceitos para o apoio à adoção da modalidade do TeleTraballho pelas corporações públicas e privadas.

O Teletrabalho (Telecommuting em inglês) evita os deslocamentos motorizados pendulares (casa-trabalho-casa) desnecessários e assim, contribui de modo decisivo para a redução dos congestionamentos, do consumo de combustível, da emissão de poluentes tóxicos e globais (efeito estufa), aumenta a produtividade e melhora a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Este ano, o TeleCoffice é parte integrante da programação oficial da Semana da Virada da Mobilidade. Confira a programação:

Data: quinta feira, 22 de setembro de 2016
Hora: 8:30 – 12:40h
Local: Auditório da EY (Ernst & Young) Brasil

8:30h – 9:00h – Recepção e registro dos participantes, café da manhã, networking

9:00h – 9.30h – TeleCommuting (TeleTransporte) – O Teletrabalho como um estratégico modo de transporte e sua contribuição com a melhoria da mobilidade urbana e do meio ambiente – Olimpio Alvares – Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Sobratt

9:30h – 10:00h – O TeleTrabalho e a inclusão profissional de trabalhadores com deficiência (PCDs) e dificuldade de locomoção; Vera Boscatte – Diretora da Sobratt

10:00h -10:20h – Seção de perguntas

10:20h – 10:40h – Coffee break

10:40h – 11:10h – Resultados da pesquisa SAP sobre o estágio atual do TT no Brasil – Apresentação será feita por representante da SAP

11:10h – 11:40h – A experiência de implantação do Teletrabalho em uma grande corporação privada – debelando as resistências – resultados em termos de produtividade e melhoria da qualidade de vida dos colaboradores

11:40 – 12:10h – A experiência de implantação do Teletrabalho em uma grande corporação pública – debelando as resistências

12:10h – 12:30h – Seção de perguntas

12:30h – Lançamento Paulista da Cartilha do Teletrabalho (pronunciamento do Presidente da Sobratt)

12:40h – Encerramento

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ASSEFAZ em Movimento

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Em comemoração aos seus 35 anos, a Fundação Assefaz (Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda) promove no próximo dia 18 de setembro uma caminhada ao ar livre, com alongamento com profissionais especializados, aula de dança e distribuição de brindes.

O evento que faz parte da Campanha Assefaz em Movimento, que ocorre em nível nacional, vem para promover a conscientização sobre a importância da atividade física e boa alimentação.

Beneficiários, conveniados  e o público geral se concentraram as 09h30, em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista.

Caminhada ao ar livre – Assefaz em Movimento

Data: 18/09/2016 (domingo)

Horário: 09:30

Local de realização: Concentração – Avenida Paulista, altura do n° 1500 – em frente ao Parque Trianon

Participe!

E-moving será co-organizadora da Virada 2016

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A E-Moving | Mobilidade Urbana será uma das co-organizadoras da Virada da Mobilidade 2016 na cidade de São Paulo. A empresa estará presente durante diversos momentos do evento para mostrar como a sua atuação tem contribuído para solucionar o problema de mobilidade mais que conhecido na cidade.

A empresa surgiu no início de 2015 com o objetivo de oferecer ao mercado uma solução mais barata, rápida e sustentável que os meios convencionais de mobilidade nas grandes cidades. Seu propósito é garantir a revolução da mobilidade urbana que conhecemos atualmente e a eficiência no transporte cotidiano.

A E-moving atua alugando bicicletas elétricas para diversos canais (pessoa física, empresa, hotéis e delivery) por diferentes períodos (pacotes de 1 semana a 1 ano), para que assim as empresas e pessoas possam utiliza-las para fazer suas atividades do dia-a-dia. Além dos benefícios claros ao usuário como a agilidade no trânsito, economia de estacionamento e combustível, a previsibilidade de tempo e a contribuição para sua saúde, vale destacar também os benefícios gerados para a sociedade, como a redução da emissão de gases danosos e a redução do número de veículos nas ruas das grandes cidades.

Quer saber mais sobre a E-moving?

Acesse o site www.e-moving.com.br e acompanhe o facebook da empresa em www.faceobok.com.br/emovingbr.

SOBRATT lança Cartilha de orientação para implantação do Teletrabalho e Home Office

teletrabalhoO aumento desenfreado dos deslocamentos motorizados individuais é o maior desafio da mobilidade urbana. A opção pelo automóvel levou à paralisia do trânsito, poluição, desperdício de tempo e recursos, sedentarismo, stress, doenças cardiorrespiratórias e piorou muito a qualidade de vida nas cidades. Segundo o World Resources Institute (WRI), aproximadamente metade dos deslocamentos urbanos diários realizados tem como destino ou origem o local de trabalho.

Mas as empresas podem ajudar a desatar o nó da mobilidade urbana; essas fazem parte do problema, mas podem ser parte da solução. Foi pensando nisso que a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades – SOBRATT, com apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH e do Mobilize Brasil, tomou a iniciativa de lançar uma Cartilha de orientação para implantação do Teletrabalho e Home Office, a fim de prover orientação estratégica e segura para uma ágil implantação do Teletrabalho, home-office ou trabalho à distância.

Para conhecer a cartilha, clique aqui.

A Cartilha não é um Manual de Implementação do Teletrabalho completo, mas um guia de orientação às empresas para sua rápida adoção em caráter contingencial, visando originalmente a melhorar a mobilidade urbana por ocasião dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – cidade que terá nesse período um acréscimo sensível no número de viagens motorizadas e, possivelmente, grande sobrecarga no sistema de transporte público. Entretanto, esta Cartilha pode ser utilizada também em outras circunstâncias como um Guia Simplificado de Teletrabalho.

A disseminação dos conceitos da Cartilha – e dos múltiplos benefícios para as empresas, empregados e o meio ambiente urbano e planetário – pode induzir uma mudança na atitude de muitos gestores, ainda desinformados em relação ao Teletrabalho. Uma parcela significativa dos deslocamentos corporativos – apenas os desnecessários – pode e deve ser evitada pelo uso das hoje acessíveis e confiáveis tecnologias de informação e comunicação – TICs. Afinal, milhões de trabalhadores perdem duas, três, até seis horas por dia para ir e voltar aos seus locais de trabalho; chegam ali – por vezes já cansados – ligam computadores e passam a trabalhar nos servidores remotos, telefones e sistemas de teleconferência.

Chega de Assédio no Transporte Público: Um debate entre Governo e Sociedade Civil em busca de uma cidade mais justa e democrática

O último debate da Virada da Mobilidade, sobre assédio sexual no transporte público, foi construtivo, complexo e inflamado. Fechando um ciclo importante de conversas, despertou o debate sobre mobilidade dentro da sociedade civil e criou um diálogo forte e contínuo com o governo e as empresas a respeito do tema.

A mobilidade é um veículo para cidades mais democráticas, justas e acessíveis. É por isso crítico aumentar esse diálogo e levantar as questões como: o que é mobilidade? Para quem? Como ela deve ser imaginada e implementada?

Pensando nisso, recebemos, na última sexta, 25, o grupo Chega de Assédio, o chefe de gabinete da SPTrans, Ciro Biderman, a rapper Luana Hansen e a jornalista do El País, Marina Rossi, para discutir a violência sexual que as mulhueres sofrem diariamente no transporte público, como educar a sociedade a esse respeito, pressionar o poder público para assumir o problema e ajudar as vítimas que padecem com as agressões diariamente.

As representantes do Chega de Assédio, que surgiram originalmente em um grupo do Facebook, elaboraram uma lista de demandas para cobrar do poder público segurança, divulgação de dados, mais treinamento aos funcionários, entre outros pedidos. “Abrimos a nossa lista pedindo que o poder público, tanto estadual quanto municipal, assumam que as vítimas existem. Quando a sociedade não assume que uma mulher foi violentada, ela é agredida pela segunda vez”, explicaram.

Além dessa demanda, pediram que o quadro de funcionários seja composto por mais mulheres: “Hoje, no metrô, só 10% do efetivo é de mulheres, enquanto que o contingente de passageiras é de 50%. Isso precisa mudar”.

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Hansen, que compõe músicas sobre a dificuldade e violência que mulheres de periferia e negras enfrentam no seu cotidiano, colocou a importância do poder público em treinar seus funcionários e colaboradores: “Não queremos um cartaz falando que a gente não tá sozinha. Esperamos um posicionamento verdadeiro. É preciso treinamento, inclusive com motoristas e cobradores, que também assediam as passageiras”, exigiu.

Biderman disse que é vontade da SPTrans educar motoristas e cobradores. A ideia é testar uma parte do corpo de funcionários para analisar qual a efetividade desse treino. Contou que, como acadêmico, fez uma série de pesquisas sobre equidade de gênero no mercado de trabalho e que se interessa em estimular sim a contratação de mais funcionárias mulheres para o serviço de transporte público. Isso também faz com que as passageiras se sintam mais confortáveis.

Vocês têm que facilitar a denúncia, também”, respondeu uma das integrantes do Chega de Assédio. “Uma companheira foi assediada por um cobrador e não conseguiu fazer a denúncia porque ela não tinha o número da placa do carro. E outra: o canal dessa denúncia não pode ser só a internet, ou o telefone. Vocês precisam colocar pontos de apoio à mulher pela cidade toda”, sugeriu. Pediram, também, que o treinamento seja mais inteligente e feito diretamente com os funcionários, ao contrário do que o poder público tem feito, que é treinar um setor mais gerencial que, por sua vez, transfere os ensinamentos aos demais.

A mediadora Marina Rossi (El País), depois de ouvir algumas demanadas e respostas da SPTrans, sugeriu que se criasse um Comitê dentro da Secretaria Municipal de Transporte voltado para discutir essa causa. Para ela, é preciso que esse grupo seja composto por mulheres que utilizam o transporte público todo dia, de diversas regiões da cidade. “Isso é mais interessante do que gastar milhões com propaganda e campanhas mal feitas. Coloquem a gente lá dentro. Acho que é um jeito de começar”, explicou.

Além desses compromissos, foi pedido que a SPTrans divulgasse os dados sobre a violência contra a mulher nos transportes de sua competência; agendasse uma reunião pública entre representates com poder decisório da Prefeitura e da Secretaria de Transportes e o grupo Chega de Assédio; e a autorização, por parte do poder público, de panfletagem e informativos sobre o tema em terminais de ônibus da cidade.

Ciro Biderman se compromoteu a levar as demandas para a agência e, num prazo de 15 dias, responder aos pedidos. Aguardemos os próximos encaminhamentos. Acompanhe a página da Virada da Mobilidade no Facebook para saber qual foi a resposta do poder público e para ficar por dentro das atividades que vão rolar no ano que vem.

Até a próxima!

Como pedalar com segurança na cidade? Lições de uma Virada com a Bicicletada Iluminada e a Co.Bike

Ontem foi o dia das bikes na Virada da Mobilidade. Com o Sol se pondo no Largo da Batata, muitos ciclistas chegavam para instalar luzes de LED nos pneus das suas magrelas e participar da 2ª Bicicletada Iluminada, uma pedalada que atenta para os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU, chamando atenção para a questão da segurança dos que pedalam a noite.

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Organizados pela Action 2015, Abong e pela Muda de Ideia, os shows de Luana Hansen, do bloco Ilú Obá de Min, uma oficina de bike express e outras atrações agitavam a praça. Por volta das 19h, já escuro, o grupo de ciclistas começou a se organizar para sair iluminando a Pedroso de Morais e a Avenida Faria Lima. À medida em que escurecia, as luzes coloridas, instaladas nos pneus, ficavam cada vez mais fortes, produzindo um cenário quase psicodélico, inspirando os transeuntes e quem participava da atividade.

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Um pouco depois da Bicicletada, a Co.Bike anfitriou uma discussão sobre a inserção e o estímulo do uso da bicicleta em empresas e organizações, na Vila Madalena. Dividiram os presentes em cinco grupos e, em modelo de World Cafe, discutiram os desafios, soluções e motivações para inserir a bike no cotidiano.

Os desafios que mais apareceram foram a violência no trânsito, as intempéries, a conscientização de todos os agentes que estão nas vias e, nessa linha de pensamento, problematizaram a urgência de aprimorar a educação e mudar cultura da cidade com relação a esse modal. “Tem gente que ainda vê o pedestre ou o ciclista como um obstáculo, algo que incomoda os outros no trânsito”, comentou um dos grupos.

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Depois de discutirem os desafios, falaram sobre as soluções que podem estimular a melhor convivência dos modais nas vias e incentivar o uso da bike como, por exemplo, isenção fiscal para o ciclista e também para as empresas privadas. Foi dito que, se as organizações perceberem que podem economizar com o seu funcionário caso ele vá de bike ao trabalho, elas irão criar mais infraestrutura para isso se tornar real, do tipo instalar um bicicletário, chuveiros, reparos grátis, entre outras possibilidades.

Por fim, os grupos discutiram quais motivações fariam com que os funcionários de uma empresa adotassem a bicicleta como meio de transporte. Em consenso, todos citaram que as maiores motivações são, em geral, a melhor qualidade de vida, que é uma consequência da saúde que se adquire pedalando, da sensação de autonomia e, para muitos, da economia de tempo que esse modal gera.

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Esse tipo de estímulo, entretanto, deve ser estudado e analisado, segundos os presentes. Claro que as empresas devem sim estimular o uso da bike entre seus colaboradores e funcionários mas, antes de tudo, é interessante traçar um perfil dos que ali trabalham para saber quais as demandas e qual o melhor jeito de implementar um programa como esse, concluíram.