Imaginando uma cidade mais democrática e sustentável. Por que não?

A corrida como meio de transporte, transformar o Tietê em parque, ocupar espaços públicos com música e ruas verdes. Já Imaginou?

As rodas de conversas no Armazém Cultural, durante a Virada da Mobilidade, trouxeram à tona vários assuntos diferentes, mas de igual importância para pensarmos cidades mais inteligentes e com uma melhor qualidade de vida.

Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem”

Na segunda-feira, Silvia Cruz abriu a programação contando sobre o seu projeto da CorridaAmiga. A iniciativa, como o Bike Anjo, disponibiliza voluntários para instruírem pessoas que desejam usar a corrida como meio de transporte no dia a dia, mas ainda não sabem como. Silvia contou que descobriu esse modal quando fazia um estágio de doutorado na França e, depois, na Finlândia. “Lá eu descobri que as pessoas corriam pra se locomover. Achei a ideia o máximo porque você não perde tempo se locomovendo, uma vez que transforma o seu transporte em uma atividade física. Quando a gente quer realmente fazer, traspassamos todas barreiras que encontramos no caminho.”. Lá, no Armazém, deu as mesmas dicas que fornece aos corredores iniciantes, como a adaptação da mochila, o sinalizador para corridas noturnas, o que levar consigo entre outras. E contou uma história inspiradora de quando atravessou 200 quilômetros da Dinamarca, correndo, em apenas 4 dias. “Essas experiências me fizeram entender o que é a utopia. Acredito que ela seja nosso alvo direcional, a estrada para aquilo que a gente acredita”. E terminou com uma citação que a inspira, de Rosa Luxemburgo, que diz: “quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem”.

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Silvia Cruz, da CorridaAmiga, explicou como utilizar a corrida como meio de transporte

Permacultura e música urbanas

Em seguida, na segunda roda de conversa do dia, Henny Freitas contou sobre a sua experiência com permacultura, conscientizando os presentes de que, se consumíssemos alimentos que nós mesmos produzíssemos e plantássemos, evitaríamos um transporte cujo preço é caro — não só em termos monetários, mas para o ambiente, porque exige a criação de estradas, importação coisas, o que gera uma mobilidade insustentável. Jornalista e permacultora, Henny compartilhou conosco suas experiências de viagens e passou uma mensagem de conscientização de otimizando a nossa mobilidade conseguimos evitar os desperdícios gerados pela indústria.

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Tchello e Henny falam sobre como atitudes individuais impactam o coletivo

Dividindo essa mesa, chamada “atitudes individuais com impactos no coletivo”, estava Tchello, um fotógrafo andarilho que virou quase um arquétipo urbano, sendo conhecido em muitos lugares de São Paulo por caminhar com sua caixa de som ambulante, chamada Xana. Contou sua história e mostrou como sua simples ação de caminhar tocando música, algo aparentemente fugaz, gera reações interessantes e, o mais importante, uma ocupação significativa dos espaços públicos. “O legal de levar um “lounge portátil” é que eu ja fui adotado por uma série de pessoas que gostam de usar o som na rua — coletivos, indivíduos, crianças. E isso me fez aportar em lugares super legais como, por exemplo, o Parque Augusta”. Contou que a sua iniciativa já até gerou um movimento de sucesso chamado o Buraco da Minhoca, que acontecia no túnel que liga a Praça Roosevelt ao Minhocão, acesso que fica fechado pela noite.

 Ruas verdes, cidades colaborativas e um parque no Rio Tietê

Na quarta-feira contamos com três rodas de conversa. A primeira, de Augusto Anaes, era sobre seu projeto Rede Verde SP. Arquiteto e urbanista, Augusto desenvolveu a ideia de interligar parques e praças da cidade com ruas verdes, todas, arborizadas. Essa ação seria feita em vias locais, no canteiro central delas, com um sistema inteligente de captação de águas de chuva e espaço o suficiente para estimular um local de convivência e a implementação de ciclovias. Sua pesquisa, muito bem elaborada, leva em consideração o sistema de transporte e ônibus e metrô, a topografia dos bairros, e levanta muitos dados e critérios em consideração para escolher quais seriam as ruas verdes. Tendo como base um mapa de ruas contíguas, ele mostrou várias opções de trajetos para realização dessas conexões, ressaltando que o ideal seria contar com a ajuda do poder público e participação massiva da sociedade para escolher quais são as ruas nas quais deveria ser aplicado esse modelo. “É quase uma colcha de retalhos. Estou propondo um sistema para articular parques e praças, formando uma rede única de áreas verdes para a cidade, estimulando a ocupação dos espaços, a qualidade do ar e, consequentemente, de vida”.

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Augusto Anaes expôs seu projeto Rede Verde SP, que procura interligar parques e praças com ruas arborizadas na cidade

Adriano Ortolani, o segundo palestrante da noite, apresentou o projeto Cidades Colaborativas, um guia que procura reunir uma centena de iniciativas que trabalham com consumo colaborativo no Brasil. Sua pesquisa mostra que, daqui 10 anos, esse tipo de economia irá arrecadar R$ 350 milhões, mas que esse mercado é ainda muito incipiente no Brasil. Segundo Ortolani, a grande estratégia do compartilhamento está na questão da mobilidade, porque é a área que mais sugere alternativas colaborativas hoje. A partir do guia eles desenvolveram uma plataforma para reunir essas iniciativas online, onde todo mundo pode sugerir a inclusão de seus projetos, se estes atenderem seus preceitos básicos.

A última roda de conversa do Armazém Cultural foi ministrada pelo antigo secretário de Cidadania do Ministério da Cultura, Célio Turino. Historiador, escritor e gestor de políticas públicos, Célio ressaltou a importância de ressignificarmos os espaços públicos da cidade. Contou como São Paulo era nos anos 30 e 40, lembrando que a várzea do Tietê era um parque enorme o qual todos poderiam usufruir. Citou vários outros locais da cidade que foram destruídos por causa da falta de planejamento urbano, atentando para a importância de voltarmos a ocupar esses lugares como, por exemplo, o Parque Dom Pedro. “Hoje esses lugares poderiam ser readaptados, reincorporadas como parques. As vezes pode parecer fantasioso, porque é difícil imaginar como recuperar a várzea de um rio poluído como esse. Mas seria incrível e democrático, uma vez que esse rio atravessa a cidade. Não seria um parque só localizado em uma região. Não é impensável. Seul também tinha empestiado seus rios e os revitalizou. O Tâmisa também era poluído, como o Tietê. Aqui também poderia acontecer”.

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Célio Turino falou sou a importância de ressignificarmos e ocuparmos os espaços públicos

Já imaginou?

A quarta-feira fechou um ciclo de debates sumariamente importantes para pensar a mobilidade em São Paulo. Foram instrutivos, inspiradores e ajudaram e repensar a cidade, dando força de vontade para os presentes de ressignificar os espaços, melhorar a qualidade de vida e tentar levar essa experiência para fazer algo duradouro à sociedade.

Fotos: Priscila Pacheco/WRI Brasil

Desengarrafando o seu dia a dia

Ontem, na Virada da Mobilidade, o jornalista e escritor de Como Viver em São Paulo sem Carro, Leão Serva, o editor da Época Sociedade, Marcelo Moura, e o fundador do Caronetas, Marcio Nigro, conduziram a roda de conversa “Desengarrafando o seu dia a dia” na UniItalo em Santo Amaro.

A atividade contou com a presença de quase 100 estudantes da Universidade, que se dispuseram em formato de arena, ao redor de um tabuleiro de xadrez em tamanho real cercado por árvores, que compunha o cenário verde e charmoso.

Marcio Nigro abriu a roda contando do Desafio Multimodal, atividade que acontece na Virada da Mobilidade e propõe que seus competidores testem mais de um meio de locomoção para chegar a um destino comum. Explicou que as pessoas que participam dessa atividade se surpreendem com a rapidez que essa oferta de modais oferece: “as pessoas não precisam só pegar um ônibus de porta à porta. É preciso descobrir quais modais podem compor o nosso dia a dia”, concluiu Nigro.

Quando Leão Serva foi apresentado pela gestora ambiental do programa EcoÍtalo da universidade, Milena Beatrice, recebeu sua primeira pergunta da noite: “É possível, afinal, viver em São Paulo sem carro?”, ao que o escritor do livro homônimo respondeu com outra pergunta: “quantas pessoas aqui vieram sem carro?”, recebendo como resposta mãos levantadas de algo como 90% da plateia. “Então. Me parece possível, certo?”.

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Alunos da Uniitalo assistem à roda de conversa “Desengarrafando seu dia a dia”

O livro, que existe desde 2012, ajuda a desmistificar o transporte público como um serviço ruim, ineficiente. “Nosso objetivo é mostrar que pessoas legais, trabalhadores e até globais administram outras formas de locomoção. Já tive um entrevistado que contou ‘poxa, hoje em dia eu posso comer uma caixa de Bis sem culpa porque eu andei o dia todo’. Cada um com as suas prioridades…”, disse, arrancando risadas da plateia. Ainda que descontraído, Serva procurou mostrar as vantagens de não andar de carro na cidade. “Hoje eu estudo no transporte público. Posso ir lendo o caminho todo. E talvez ainda chegue mais rápido que o carro. Afinal, muitos anos atrás, a velocidade média da cidade era de 35km/h. Hoje é de 7km/h”.

Marcelo Moura, da revista Época Sociedade, ressaltou a importância de se empregar, em uma cidade como São Paulo, a teoria de alocações estáveis. A teoria permite combinar necessidades com demandas a partir do cruzamento de dados. “É algo relativamente simples nos dias de hoje e já é usado por aplicativos de paquera. Se usarmos essa prática para melhorar a logística de São Paulo, será muito melhor para nós”, explicou. O impacto desse tecnologia para a mobilidade se destaca na carona, como já acontece com alguns apps e no Waze, que teve impacto transformador: “por que as pessoas não podem sugerir, ali, o caminho mais agradável, mais arborizado? Isso melhora a qualidade de vida das pessoas, fazendo da mobilidade algo mais agradável”. Para Moura, as soluções estão dadas. “Moramos em uma cidade com 12 milhões de habitantes. Com certeza alguém vai ter o que eu procuro e vice e versa, basta sistematizar isso”.

Ao fim, os presentes dialogaram com os palestrantes e colocaram uma série de questões, perguntando sobre referências de estudos em mobilidade, onde achar exemplos de modelos de transporte bem sucedidos mundo afora, como otimizar o trajeto casa-trabalho-faculdade, como atrair a atenção do poder público para a periferia, entre outras indagações. Foi uma noite produtiva, que questionou paradigmas há muito tempo estabelecidos, propondo novas formas de se locomover, colocando em pauta o preconceito contra o transporte público e o modo de se relacionar e de pensar a cidade.

Diário de uma Virada – o fim de semana

A Virada começou num sábado de muito sol com várias atividades na rua e iniciativas criativas e inovadoras.

A primeira atividade de todas, o Desafio Multimodal, reuniu quatro grupos animados que competiram para chegar a um mesmo destino, o Conjunto Nacional. A tarefa parece simples, mas teve que ser cumprida com uma condição: cada grupo tinha que usar ao menos 3 diferentes modais de transporte no trajeto.

Advindas do Parque Villa Lobos, da Cantareira, do Parque Ecológico do Tietê e do Guarapiranga, as equipes chegaram até a Avenida Paulista depois de usarem ônibus, bike, metrô, trem e até patinete! Quem participou da atividade se surpreendeu com o resultado, percebendo que usar mais de um modal para chegar a um destino pode tornar a viagem mais rápida.

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Fotos e vídeo (abaixo) do Desafio Multimodal

 

Depois do Desafio, no período da tarde, a Virada contou com duas atividades para crianças: a Criativismo City, no Vale do Anhangabaú, e os Palhaços sobre Rodas, no Minhocão. Lúdicas e educativas, as duas ensinaram as crianças a respeitarem a sinalização do trânsito, as ciclovias, as placas e as faixas de pedestre e de carros. A primeira delas, fez as crianças absorverem os ensinamentos de trânsito, na medida em que elas simulavam automóveis e vestiam carros de papelão e eram, elas mesmas, os próprios semáforos da cidade. No início da atividade elas se chocavam, de brincadeira, umas com os outros. Mas, ao fim da atividade do Criativismo, passaram a respeitar os sinais do semáforo, as faixas e, inclusive, os pedestres.

 

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Dupla de Palhaços sobre Rodas alegram a Paulista, chamando atenção para os perigos do trânsito

 

A dupla dos Palhaços sobre Rodas, Jupter e Trapino, conseguiu mesclar o tom engraçado com a conscientização a respeito do trânsito. Eles ensinaram às crianças, e adultos, regras básicas de convivência, principalmente entre motoristas e ciclistas, variando entre humor e dados técnicos (no ano passado morreram 47 ciclistas). Na frente do Parque do Trianon, em meio ao movimento de um domingo quente de São Paulo, as crianças observaram a esquete concentradas, entrando no universo dos Palhaços com muita facilidade e naturalidade, ainda que eles estivessem tratando de questões tão sérias como acidentes e mortes no trânsito.

Durante a noite de sábado, também no Vale do Anhangabaú, a Virada ficou muito animada ao som de Vertical Jungle e Cúpula Soul. As duas bandas retrataram as intempéries do cotidiano, problematizando a dificuldade de viver em uma cidade complexa e com periferias mal conectadas, como São Paulo, conscientizando as pessoas sobre a convivência e cuidado que temos que ter com os espaços públicos. Com bancos de balanço e luzes coloridas ao fundo, os músicos chamaram atenção para a mazelas e belezas da cidade, destacando que um dos primeiros passos para ser um agente de mudança, em São Paulo, é refletir e ajudar a melhorar a mobilidade urbana da cidade.

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Banda Vertical Jungle tocou no Vale do Anhangabaú. Suas letras chamavam atenção para a intensidade de São Paulo e outros aspectos do cotidiano

Corra – literalmente – para o trabalho!

Você já se imaginou correndo — literalmente — para o trabalho, academia ou qualquer destino? É o que promove a iniciativa da gestora ambiental Silvia Cruz, a CorridaAmiga. Um dos parceiros da Virada da Mobilidade 2015, ela vai apresentar, no Armazém Cultural, uma nova forma de se locomover em São Paulo hoje, dia 21/09, às 18h.

Silvia, que usava a corrida para se exercitar desde 2010, descobriu que é possível fazer da atividade um meio de transporte quando foi estudar no exterior. Na França e na Finlândia, ela descobriu que seus colegas usavam a corrida para ir e voltar do trabalho e incorporou a iniciativa no seu dia a dia.

Aqui as pessoas correm meia maratona no parque, mas acham coisa de louco ir correndo pro trabalho!”, comenta. “Depois que voltei para o Brasil, pensei: se as pessoas usam isso lá fora, por que não disseminar essa prática aqui?”.

Foi assim que começou a CorridaAmiga. Inspirada no modelo do Bike Anjo, a iniciativa ajuda e orienta as pessoas que querem ir correndo ao trabalho com o mesmo modelo de voluntários. O iniciante faz seu primeiro trajeto auxiliado por alguém da CorridaAmiga, geralmente em um fim de semana, afim de descobrir as melhores rotas para chegar ao seu destino. “Os voluntários vão ensinar como usar a mochila na corrida, a logística da roupa, entre outros macetes importantes”.

Além do trajeto acompanhado, Silvia sugere que os adeptos da corrida como meio de transporte leiam o Manual de Deslocamento Ativo para obter mais dicas sobre esse modal. “Uma sugestão, por exemplo, para as pessoas que não têm vestiário no local de trabalho, é que cheguem uns 40, 30 minutos antes para dar tempo de resfriar o corpo e não ficar suando”. O Manual também dá instruções sobre o que fazer em dias mais secos e quentes, a respeitar a sinalização, ter atenção às calçadas, etc. “Gosto de dizer que correr na cidade é o mesmo que fazer uma corrida de aventuras”, conclui.

Com cada vez mais adeptos, a CorridaAmiga já está presente em 15 cidades do Brasil, possui mais de 100 voluntários e 100 corredores, que correm, em média, de 5 a 10 km por dia. “Se a pessoa trabalha muito longe, ela pode misturar os modais: ir de transporte público até uma parte do caminho, e terminá-lo correndo”, ensina.

Essas e outras dicas, informações e um pouco mais da história da CorridaAmiga você assiste hoje, segunda-feira, às 18h no Armazém Cultural. Lá, Silvia vai contar sobre a sua experiência e irá nos ajudar a refletir como mudar os paradigmas de locomoção de São Paulo, aprimorando, otimizando e repensando a mobilidade urbana da cidade.

Roda de Conversa I: Corrida Amiga
18h
Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48, Pinheiros

Pedale com segurança e ilumine a cidade!

Você está preparado para pedalar com segurança a noite? Quer iluminar a cidade com 170 ciclistas? Então venha para a 2ª edição da Bicicletada Iluminada.

Na quinta-feira, dia 24, às 17h30, a Muda Ideia e a ABONG vão distribuir 170 sinalizadores de segurança (LED) para os ciclistas acoplarem nas suas bikes e, em seguida, sair circulando e iluminando o Largo da Batata e a Avenida Faria Lima. O trajeto vai da Pedroso de Morais até a Cidade Jardim, acabando no próprio ponto de partida, o Largo da Batata.

O objetivo da atividade é sensibilizar e mobilizar as pessoas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e deixar como legado mais segurança aos ciclistas que pedalam a noite. Na concentração ainda será oferecida uma oficina de pequenos reparos e, durante o percurso, outros monitores ajudarão os participantes, dando orientações de conduta e facilitando a travessia em cruzamentos.

Confira como foi a 1ª Bicicletada Iluminada e não deixe de participar: https://www.youtube.com/watch?v=ddrA48AUXYo

2ª Bicicletada Iluminada
24/09
17h30 – 20h
Local: Largo da Batata

Como a Bike pode beneficiar a sua vida e empresa?

Quer usar a bike para ir trabalhar, mas ainda não tem coragem? Tem uma empresa e quer estimular seus funcionários a utilizarem a bike para irem trabalhar? Então participe dessa atividade.

No dia 24 de setembro a Co.Bike irá fazer uma roda de conversa para trocar ideias sobre as vantagens de inserir a bicicleta na rotina da cidade. Preocupada em transformar a qualidade de vida das pessoas e conectar as necessidades dos ciclistas com ações públicas, a Co.Bike convida todos que procuram estimular o uso da bicicleta na cidade e mudar os deslocamentos diários e o bem estar no cotidiano. A atividade também vai mostrar aos líderes empresariais como eles podem incentivar o uso de novas alternativas de transporte nas suas companhias e problematizar os desafios desse modal.

O objetivo é mudar paradigmas e inserir esse tipo de modalidade no trajeto casa-trabalho, mostrando os benefícios e desafios da bicicleta como meio de transporte do dia a dia, além do seu uso para o lazer. Também serão dadas dicas de segurança, explicações sobre direitos e deveres e instruções sobre a conduta certa, educada e gentil que os ciclistas devem assumir no trânsito.

O intuito dessas instruções é estimular o uso da bicicleta para deslocamentos de até 10 km na cidade, demonstrando aos potenciais ciclistas que é possível deixar de usar o automóvel, pelo menos uma vez na semana, para ir ao trabalho. Ao mesmo tempo, a atividade procurará conscientizar as empresas sobre a importância de sua participação nesse processo, desmistificando os modais alternativos ao carro e ajudando os empresários a incluir outras opções de transporte para seus funcionários e colaboradores.

Desafios e benefícios da bike na sua vida e na sua empresa
19h30 – 22h30
Rua Fidalga, 76, Vila Madalena

Virada da Mobilidade começa com atração para crianças

A Virada da Mobilidade começa nos dias 19 e 20 de setembro e sua primeira atividade, a oficina de educação no trânsito da Criativismo City, será para crianças.

Os artistas independentes da Criativismo, Galo de Souza e Nathalia Dias, são os realizadores da atividade e sócio-fundadores da Estamos Vivos, uma produtora que promove eventos, shows e auxiliam artistas na inscrição em editais de artes visuais e música.

Ambos trabalham há algum tempo com mobilidade e, na Virada, irão propor um exercício de cidadania no trânsito para crianças. Eles vão simular uma cidade, desenhando várias pistas e separando o grupo entre pedestres e motoristas, ensinando que ambos devem respeitar as leis, os faróis, a sinalização. “Estamos esperando um bom retorno dessa atividade porque, em vez de dar explicações mais teóricas, vamos dizer o que é o amarelo, o vermelho, fazendo isso ir pro mundo da fantasia”, diz Nathalia.

A atividade surgiu de uma experiência da própria artista, que passou por uma oficina parecido com essa quando criança, em São Bernardo do Campo, onde cresceu. Nathalia tem uma história marcante com mobilidade. “Sofri um acidente aos 19 anos e tive que ficar usando cadeira de rodas durante um ano. Nessa época comecei a desenhar e, quando me recuperei, fui estudar artes”.

Galo de Souza, que também irá conduzir a atividade, é grafiteiro e trabalha há muitos anos na área de arte e educação e no diálogo com crianças e adolescentes. Pernambucano, começou a trabalhar com arte de rua ainda muito jovem, em Recife, tendo acumulado já 20 anos de experiência com iniciativas sociais e colaborativas. Lá, trabalhou bastante o tema da bicicleta, tendo feito intervenções urbanas nas ruas da cidade e nas bikes, o que virou uma referência para a população. ”O prefeito quis usar minha arte para agregar valor ao trabalho da prefeitura nessa gestão atual, mas eu pintava antes mesmo de fazerem ciclovias em Recife. Eu sempre pintei bikes”, conta Galo.

Participe dessa atividade! Ela é indicada para crianças de 5 a 12 anos.

Criativismo City – Oficina de educação no trânsito
19 e 20 de setembro
11h às 17h
Vale do Anhagabaú

Imagem destacada: Galo de Souza

Ressignificando espaços públicos de São Paulo

Quem esteve em São Paulo durante a inauguração da ciclovia na Avenida Bernardino de Campos, que veio acompanhada do fechamento da Paulista, da abertura do Mirante 9 de Julho e do novo espaço gastronômico ‘Cozinha SP’ na Praça dos Arcos, no dia 23,  viu um monte de espaços públicos serem ressignificados na cidade.

Segundo o prefeito Fernando Haddad, a ideia é que as 32 subprefeituras de São Paulo estabeleçam que uma de suas ruas sejam fechadas, aos domingos, para passeio. Os primeiros testes foram feitos em regiões centrais, mas a política pública também será instituída na periferia, “que é onde mais faltam áreas de lazer”, afirmou o prefeito. Por telefone, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura nos disse que a política ainda está sendo avaliada, mas que seu relatório deve ser divulgado assim que o estudo for consolidado.

Pode ainda ser cedo pra falar, mas já deu pra sentir uma mudança no astral dessas regiões da cidade. São Paulo, que sempre foi tida como hostil, parece ter mudado depois dessa ocupação de espaços públicos e um aumento no transporte ativo – o ciclismo, a caminhada, a corrida. Se você não esteve em nenhum desses lugares, basta ver as fotos: crianças aprendendo a andar de bicicleta, pessoas tomando Sol em plena Paulista, bandas tocando ao ar livre, transeuntes experimentando a comida da primeira cozinha comunitária da cidade e, no geral, cidadãos aproveitando a via pública para curtir o domingo. Quem não tem praia… tem Avenida Paulista!

Além da melhora do “astral” da cidade, o bom proveito de espaços públicos é muito importante para rompermos com o paradigma de fragmentação da cidade, uma noção adquirida depois do transporte motorizado individual ter dominado a locomoção viária. A ocupação das vias públicas volta a colocar na pauta o direito à cidade que, apesar de ser um direito civil como qualquer outro, caiu no esquecimento desde que os grandes centros urbanos cresceram e o desenvolvimento urbano e econômico passou a estimular o uso do carro individual e espaços fechados.

Vamos discutir a ocupação de espaços públicos (e mais várias outras pautas) durante a Virada! Acompanhe nossa programação e proponha a sua atividade.

 Participe também do Desafio Multimodal no dia 19/09. O desafio tem por objetivo estimular a intermodalidade na cidade. A proposta é fazer com que o usuário experimente utilizar no mínimo 3 modais diferentes para chegar a um destino comum partindo das 4 diferentes zonas da cidade. Inscreva-se aqui!

Agenda 2015

Veja a programação da Virada da Mobilidade aqui!

19/09 – Sábado

A partir das 9h – Desafio Multimodal
Nessa atividade, a proposta ressalta a diversidade e a integração modal disponíveis ao usuário que parte das quatro grandes regiões da cidade, comparando custos, calorias, tempo, conforto e segurança no percurso até uma região central. O Desafio propõe que seus competidores saiam de pontos de partida diferentes com direção a um mesmo destino utilizando, pelo menos, 3 modais diferentes. Saiba mais.
Realização: Caronetas

10h e 16h – Palhaços sobre Rodas
Aos palhaços Jupter e Trapino irão promover uma atividade educativa para crianças, adultos, motoristas, ciclistas e pedestres sobre bom comportamento no trânsito. Eles irão debater questões sérias e urgentes como o respeito à ciclovia e os perigos e ameaças que vivemos na cidade de maneira lúdica e divertida.
Local: 10h – Parque do Povo
16h – Minhocão
Realização: Palhaços sobre Rodas

11 às 17h – Criativismo City
A atividade, ministrada pelos artistas Galo de Souza e Nath Dias, da Estamos Vivos, ocorrerá dentro de um cenário simulando alguns pequenos quarteirões, contendo placas de trânsito, ciclovias, semáforos e ruas de mão dupla e mão única.Vai ser simulada uma cidade, desenhada por várias pistas e as crianças vão ser separadas em grupos de pedestres e motoristas, ensinando que ambos devem respeitar as leis, os faróis e a sinalização. Leia sobre.
Local: Vale do Anhangabaú
Realização: Estamos Vivos Produções

19h – 21h – Shows das bandas Vertical Jungle e Cúpula
Com composições autorais e versões de grandes nomes da música brasileira, as bandas relatam o cotidiano e adversidades da nossa cidade, procurando transmitir mensagens de conscientização e reflexões sobre o cotidiano e práticas altruístas.
Local: Vale do Anhagabaú
Realização: Vertical Jungle e Cúpula

20/09 – Domingo

11 às 17h – Criativismo City
A atividade, ministrada pelos artistas Galo de Souza e Nath Dias, da Estamos Vivos, ocorrerá dentro de um cenário simulando alguns pequenos quarteirões, contendo placas de trânsito, ciclovias, semáforos e ruas de mão dupla e mão única. Também haverá, no cenário, latas de lixo coloridas para alertar as crianças e instruí-las sobre a coleta seletiva e a importância dela para nossa cidade. Leia sobre.
Local: Vale do Anhangabaú
Realização Estamos Vivos Produções

16h – Palhaços sobre Rodas
Os palhaços Jupter e Trapino irão promover uma atividade educativa para crianças, adultos, motoristas, ciclistas e pedestres sobre bom comportamento no trânsito. Eles irão debater questões sérias e urgentes como o respeito à ciclovia e os perigos e ameaças que vivemos na cidade de maneira lúdica e divertida.
Local: Avenida Paulista, nos arredores do Parque Trianon
Realização: Palhaços sobre Rodas

21/09 – Segunda

18h – Roda de Conversa I: Corrida Amiga
Silvia Cruz é doutoranda pelo DPCT/Unicamp. Gestora ambiental pela EACH/USP, corre (literalmente) para o trabalho e outros compromissos, é apaixonada e defensora do transporte ativo e idealizadora da Rede Corridaamiga. Na conversa, explicará porque incentiva e inspira o uso da corrida como meio de transporte nos grandes centros urbanos.
Local: Armazém Cultural
Realização: Virada da Mobilidade

20h – Roda de conversa II: Atitudes individuais com consequência coletivas e positivas
Com a jornalista e permacultora Henny Freitas e o pedestrianista e musical Tchello, que irão compartilhar suas experiências sobre modos alternativos de locomoção, ela contando sobre sua vida de caronas municipais, interestaduais e nacionais, e ele contando como é ser uma pessoa musical e caminhante em São Paulo.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

22/09 – Terça

19h30 – Roda de Conversa III: Desengarrafando o seu dia-a-dia
Com Leão Serva, jornalista da Folha, Marcelo Moura, editor chefe da Globo, Marcio Nigro, fundador do Caronetas e Milena Beatrice, professora da Uniitalo, que irão discutir formas de tentar driblar o trânsito na cidade de São Paulo com outros modais de locomoção, carona e práticas que podemos assumir para tentar transitar na cidade de maneira mais inteligente.
Local: Uniitalo, Avenida João Dias, 2046
Realização: Virada da Mobilidade

23/09 – Quarta

19h – Apresentação do Projeto Rede Verde SP
Com o arquiteto e urbanista Augusto Aneas. O projeto elabora um novo design para algumas ruas locais da cidade de São Paulo: a rua verde. Ao serem conectadas aos parques e praças da cidade,  essas vias compõem uma rede nova de espaço público na cidade: a Rede Verde SP. Através de uma mudança significativamente pequena do sistema viário atual, é possível requalificar a paisagem da cidade.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

20h30 – Roda de conversa IV: Iniciativas colaborativas e novas concepções de espaço
Alexandre Ortolani, do projeto Cidades Colaborativas e o SuperLimão Studio, uma equipe que cria novos processos de concepções e espaços, irão falar sobre projetos que trabalham o compartilhamento, a funcionalidade, simplicidade e interação entre o indivíduo e o mundo materializado a sua frente.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

21h – Roda de Conversa V: Ocupação de espaços públicos
Celio Turino, historiador e idealizador de pontos de cultura, irá discutir formas de estimular a ocupação dos espaços públicos, oferecendo uma convivência mais saudável e democrática na cidade.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

24/09 – Quinta

8h30 – 12h30 – Mobilidade Corporativa: A Visão Futura das Empresas
O evento apresentará ações inovadoras implantadas por empresas nacionais e internacionais para melhorar a mobilidade urbana, a qualidade de vida de seus funcionários e contribuir para a formação de cidades mais sustentáveis. Embora as empresas não controlem a forma como seus funcionários viajam ao trabalho, elas podem estimular a mudança de hábitos de deslocamento ao prover informações e incentivos para o uso de modos de transporte mais sustentáveis e eficientes em relação ao automóvel. Assim, o objetivo do seminário é expor e discutir estratégias de Gestão Demanda de Viagens – GDV (Travel Demand Management) e seus resultados. Leia mais.
Local: Auditório da EY Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830 Torre 1, 7º Andar
Realização: WRI Brasil

17h30 – 20h – 2a Bicicletada Iluminada em SP
A Muda de Ideia distribuirá, gratuitamente, até 170 LEDs para os pneus das bikes dos participantes, além de balões coloridos e enchidos com gás hélio. Além do legado de maior segurança no trânsito para os ciclistas noturnos, a ação chamará a atenção para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS). Na busca por mais sustentabilidade em cenários urbanos, a ação chama atenção para a ideia de cidadania, convivência e mobilização em rede.
Local: Largo da Batata
Realização: Muda de Ideia

19h30 – 22h30 -Desafios e benefícios da bike na sua vida e na sua empresa, com a Co.Bike
A Co.Bike, instituição preocupada em transformar a qualidade de vida das pessoas e conectar as necessidades dos ciclistas com ações públicas, convida a todos para uma roda de conversa para discutir as vantagens de inserir a bicicleta na rotina da cidade. A atividade é voltada para os que procuram estimular o uso da bicicleta na cidade e mudar os deslocamentos diários e o bem estar no cotidiano e ensinará líderes empresariais como incentivar o uso de novas alternativas de transporte nas suas companhias e problematizar os desafios desse modal.
Local: Rua Fidalga, 76, Vila Madalena
Realização: Co.Bike

25/09 – Sexta

7h – Distribuição do Café da Manhã dos Ciclistas
O coletivo Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo – vai oferecer kits de café da manhã e coletes sinalizadores para todos os ciclistas que passarem pela Avenida Inajar de Souza, no bairro do Limão. Compareça antes de ir ao trabalho em algum desses pontos para curtir esse encontro.
Local: 7h – Avenida Inajar de Souza, Limão
Realização: Virada da Mobilidade

20h – Roda de Conversa VI: Chega de assédio no transporte público
O movimento Chega de Assédio, a jornalista do El País, Marina Rossi, a rapper e atriz, Luana Hansen, e o diretor da SP Trans, Ciro Biderman, irão discutir sobre o assédio sexual que as mulheres sofrem no transporte público. Serão discutidas as formas de educar a sociedade, auxiliar as vítimas e pressionar o poder público para debater o assunto e publicizar dados a esse respeito.
Realização: Virada da Mobilidade

Bem vind@s à Virada da Mobilidade 2015!

Quer discutir como melhorar o modo de locomoção nas grandes cidades, aperfeiçoando a mobilidade urbana e a qualidade de vida?

Então participe da Virada da Mobilidade deste ano. Entre os dias 19 e 25 de setembro, o evento irá propor atividades para avaliarmos como integrar várias formas de transporte, ocupar espaços públicos, promover a boa convivência, repensar trajetos de todo o dia e, assim, aprimorar nossa mobilidade.

Se você faz parte de um orgão público, de uma empresa ou de um coletivo e quer propor uma atividade para a Virada, se inscreva no nosso formulário que entraremos em contato.

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